sexta-feira, 26 de março de 2010

Coleta seletiva e Reciclagem de lixo


O lixo é responsável por um dos mais graves problemas ambientais de nosso
tempo. Seu volume é enorme e vem aumentando intensa e progressivamente,
principalmente nos grandes centros urbanos, atingindo quantidades
impressionantes

Na maior parte dos municípios brasileiros (cerca de 76% deles), o lixo é
simplesmente jogado no solo, sem qualquer cuidado, formando os lixões,
altamente prejudiciais à saúde pública.

O lixo acumulado é potencialmente um transmissor de doenças por vias
indiretas.

As conseqüências da disposição inadequada do lixo no meio ambiente são a
proliferação de vetores de doenças (como ratos, baratas e micróbios), a
contaminação de lençóis subterrâneos e do solo pelo chorume (líquido escuro,
altamente tóxico, formado na decomposição dos resíduos orgânicos do lixo) e a
poluição do ar, causada pela fumaça proveniente da queima espontânea do lixo
exposto.

Em cidades onde o lixo é tratado em aterros sanitários, como Bicas,
pode-se ter uma idéia da extensão do problema verificando-se que, para
acomodar a quantidade enorme de lixo produzida todos os dias,10(Dez) Toneladas
necessitamos diminuir a quantidade de rejeitos aumentando a vida útil da área.

Dentro desse quadro, a coleta seletiva de lixo aparece não como a solução final,
mas como uma das possibilidades de redução do problema. Nosso lixo é
composto por diversos tipos de material, grande parte reaproveitável.

São várias toneladas de plásticos, vidro, papéis, papelão, latas
de alumínio e de aço que poderiam ter destino mais nobre que atulhar os espaços
vitais de nosso território, ficando sepultadas para sempre.

Coleta seletiva consiste na separação de tudo o que pode ser reaproveitado,
enviando-se esse material para reciclagem.


A coleta seletiva não só contribui para a redução da poluição causada pelo lixo,
como também proporciona economia de recursos naturais – matérias-primas,
água e energia – e, em alguns casos, pode representar a obtenção de recursos,
advindos da comercialização do material.

Cabe a cada um de nós a responsabilidade para que a situação do lixo seja
alterada para melhor. Podemos atuar individualmente, separando nosso próprio
lixo e levando para locais onde ele seja aproveitado, ou organizando programas
de coleta seletiva* em nosso local de trabalho, de estudo ou de moradia (como
condomínios), etc. Onde houver atividade humana, haverá lixo e oportunidade de
praticar a coleta seletiva.

Definições:

Coleta seletiva - É a atividade de separar o lixo, para que ele seja enviado para
reciclagem. Separar o lixo é não misturar os materiais passíveis de serem
reaproveitados ou reciclados (usualmente plásticos, vidros, papéis, metais) com o
resto do lixo (restos de alimentos, papéis sujos, lixo do banheiro) . A coleta
seletiva tanto pode ser realizada por uma pessoa sozinha, que esteja preocupada
com o montante de lixo que estamos gerando (desde que ela planeje com
antecedência para onde vai encaminhar o material separado) , quanto por um
grupo de pessoas (empresas, condomínios, escolas, cidades, etc.). Organizar um
programa de coleta seletiva não é tão complicado, MAS EXIGE PLANEJAMENTO
CUIDADOSO.

Reciclagem - É uma atividade - na maior parte dos casos, industrial - que
transforma os materiais já usados em outros produtos que podem ser
comercializados. Através da reciclagem, papéis velhos transformam-se em novas
folhas ou caixas de papelão; os vidros se transformam em novas garrafas ou
frascos; os plásticos podem se transformar em vassouras, potes, camisetas; os
metais tranformam-se em novas latas ou recipientes.

Minimização de resíduos - É um conceito que abrange mais do que a simples
coleta seletiva e envio do lixo para reciclagem. Pressupõe-se três regrinhas básicas
que devem ser seguidas : primeiro pensar em todas as maneiras de REDUZIR o
lixo, depois, REAPROVEITAR tudo o que for possível, e só depois pensar em
enviar materiais para RECICLAR. Essa forma de atuação é chamada de 3 R, que
é a letra inicial de cada uma das palavras-chave. Fonte Secretaria do meio Ambiente
Blog:informabicas.blogspot.com Email:mabicas@gmail.com

quinta-feira, 25 de março de 2010

Confecções de Bicas colaboram com a coleta Seletiva




Caminhão carregado de resíduos das confecções.

Após recente visita a várias confecções esclarecendo a necessidade de separação do lixo industrial do doméstico, a Secretaria Municipal do Meio Ambiente agradece o empenho dos empresários que vem colaborando, separando os resíduos gerados em suas atividades, que estão sendo recolhidos todas as quartas - feiras pela Prefeitura sem ônus, em uma parceria do poder público com as empresas particulares; esta é mais uma ação desta administração em prol da preservação do Meio Ambiente. Esperamos a adesão de mais empresas e da população em geral na participação da coleta seletiva para uma melhor gestão da Usina de Triagem e Compostagem do lixo e uma maior vida útil do aterro sanitário, maiores informações procurar a Secretaria do Meio Ambiente no Andar térreo da Prefeitura ou pelo telefone (32)3271-1292 /ramal 203.
Email:mabicas@gmail.com

Decretado o fim do lixão de São Manoel


Area recuperada
Após longos anos de descaso, algo em torno de trinta anos degradando o Meio Ambiente, poluindo toda a região e colocando em risco a água que abastece o município, a atual administração Biquense decreta o fim do lixão de São Manoel, demonstrando todo seu empenho com as questões ambientais, trabalhando duro desde o ano de 2005 quando foi assinado um termo de ajustamento de conduta (TAC), encerrando as atividades naquele local e contribuindo para a melhoria da qualidade de vida da população de Bicas.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Mosquito da Dengue como se prevenir



Confira abaixo as recomendações do Ministério da Saúde para prevenção da dengue: (retiradas do site do ministério – www.saude.gov.br)

MEDIDAS PARA EVITAR PICADA DE MOSQUITO

Espirais ou vaporizadores elétricos: Devem ser colocados ao amanhecer e/ou no final da tarde, antes do pôr-do-sol, horários em que os mosquitos da dengue mais picam.

Mosquiteiros: Devem ser usados principalmente nas casas com crianças, cobrindo as camas e outras áreas de repouso, tanto durante o dia quanto à noite.

Repelentes: Podem ser aplicados no corpo, mas devem ser adotadas precauções quando utilizados em crianças pequenas e idosos, em virtude da maior sensibilidade da pele.

Telas: Usadas em portas e janelas, são eficazes contra a entrada de mosquitos nas casas.

MEDIDAS PARA ELIMINAÇÃO DOS LOCAIS DE REPRODUÇÃO DO MOSQUITO

Tampar os grandes depósitos de água: A boa vedação de tampas em recipientes como caixas d'água, tanques, tinas, poços e fossas impedirão que os mosquitos depositem seus ovos. Esses locais, se não forem bem vedados, permitirão a fácil entrada e saída de mosquitos.

Remover o lixo: O acúmulo de lixo e de detritos em volta das casas pode servir como excelente meio de coleta de água de chuva. Portanto, as pessoas devem evitar tal ocorrência e solicitar sua remoção pelo serviço de limpeza pública - ou enterrá-los no chão ou queimá-los, onde isto for permitido.

Fazer controle químico: Existem larvicidas seguros e fáceis de usar, que podem ser colocados nos recipientes de água para matar as larvas em desenvolvimento - este método para controle doméstico da dengue em cidades grandes tem sido usado com sucesso por várias secretarias municipais de saúde e é realizado pelos agentes de controle da dengue.

Limpar os recipientes de água: Não basta apenas trocar a água do vaso de planta ou usar um produto para esterilizar a água, como a água sanitária. É preciso lavar as laterais e as bordas do recipiente com bucha, pois nesses locais os ovos eclodem e se transformam em larvas.

OUTRAS IMPORTANTES MEDIDAS PARA CONTROLAR OU ACABAR COM A DENGUE SÃO:

Qualidade e quantidade da água: um eficiente tratamento da água e sua disponibilidade à população são importantes para a prevenção da dengue. Entre outros motivos, a falta d'água força as pessoas a armazená-la em recipientes, que podem tornar-se criadouros para os mosquitos transmissores.

Coleta de lixo: a coleta regular de lixo também reduz os possíveis criadouros de mosquitos.

Inspeção domiciliar para controle da reprodução de mosquitos: quando isto for necessário, visitas domiciliares determinam se está havendo reprodução de mosquitos dentro e em volta das casas. Os inspetores de saúde podem ensinar aos moradores os meios para impedir a reprodução dos mosquitos.

Campanhas de educação em saúde: o primeiro passo para uma adequada ação contra o mosquito da dengue é informar às comunidades sobre a doença, bem como as medidas adequadas para combatê-la.

Preparação para emergências: no caso de disseminação da dengue, as comunidades e municípios devem adotar medidas preparatórias para a proteção contra surtos da doença, principalmente a hemorrágica. Planos de ação devem ser formulados e implantados em conjunto pelas autoridades sanitárias nacionais, estaduais e locais, incluindo o treinamento dos médicos e enfermeiros, a identificação de unidades de saúde de referência para dengue, a obtenção de equipamentos para a aplicação de inseticida, sua estocagem, fornecimento de veículos para realizar o tratamento e a nebulização e outras medidas consideradas necessárias pelos líderes sanitários e comunitários.

Campanhas de remoção de lixo: as atividades de remoção de lixo têm efeitos duradouros e amplos, não apenas sobre o mosquito da dengue como também sobre moscas, roedores e baratas.

Campanhas escolares: a participação das escolas no processo de promoção da saúde e de uma comunidade sem dengue é de grande importância. Os estudantes podem participar ativamente das campanhas de limpeza e informação, levando para sua família e seus vizinhos as mensagens educativas recebidas. Inicialmente, participam limpando a própria escola; posteriormente, adotam a mesma iniciativa em suas casas e arredores.
OBS: as escolas podem organizar projetos e centros de interesse

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Inicio de operação da usina de triagem e compostagem



(figura4 material prensado/enfardado



(figura 3 pátio de compostagem/as primeiras leiras)



( figura 2 aterro )




(figura 1 material reciclado)



Inaugurada no ultimo dia 05/12/2009, a usina de triagem e compostagem de lixo de Bicas, teve sua operação iniciada no dia 21/12/2009, já recebendo quase a totalidade do lixo coletado na cidade, tendo iniciado o processo de prensagem e enfardamendo do material reciclado.
Em próxima etapa começaremos a reciclagem da coleta do lixo para enfim encerramos o lixão de São Manoel.
Fonte:Secretaria do Meio Ambiente
Blog: informabicas.blogspot.com
Email:mabicas@gamil.com

Revitalização de Praça


No mês de Dezembro de 2009, a Praça Raul Soares foi revitalizada, com o plantio de novo gramado nos canteiros e pintura do piso e dos bancos, deixando mais bonito e aprazível um dos mais importantes endereços do nosso município. O serviço foi realizado pela Secretaria Municipal do Meio Ambiente e contou com o apoio da Secretaria de Obras.
Fonte secretaria do Meio Ambiente
Blog:Informabicas.blogspot.com
Email:mabicas@gmail.com

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Florestas Fluviais:Porque é importante preservá-las


Assim como mata ciliar e floresta ripária, floresta fluvial é uma denominação aplicada às florestas que ocorrem na beirada de rios. Apesar de estarem situadas nas margens dos cursos de água, essas formações têm características sensivelmente distintas conforme as paisagens em que se encontram: em encostas íngremes ou em planícies.



As florestas que ladeiam os rios de encostas apresentam praticamente a mesma estrutura e composição de espécies que aquelas que se encontram no restante da rampa, pois os solos que as sustentam não estão sujeitos a flutuação do nível do lençol freático. Para este caso, o clima é o grande condicionador das características fitotípicas que enseja mudanças importantes nas espécies presentes.

No entanto, para as florestas de planícies, além do clima, existem outros condicionantes, tais como atributos geomorfológicos e pedológicos. Com o objetivo de melhor compreender a composição da vegetação, é importante que se faça a distinção destas de acordo com o padrão de leito fluvial, em razão da pluralidade existente dos atributos mencionados. Deve-se ressaltar que o padrão de leito é determinado em decorrência da interatividade do clima com as características do arcabouço geológico e estes deflagram a manifestação de relevos e solos de planície.

Nas margens de rios com padrões de leito retilíneo e meandrante encaixado são encontradas florestas fluviais com espécies muito semelhantes àquelas que se encontram nas encostas em função de não estarem propensas a períodos de inundação. Em planícies construídas sob padrões meandrante divagante, entrelaçado e anastomosado, as florestas são enriquecidas por espécies adaptadas aos períodos prolongados de saturação hídrica dos solos, provocados pelas enchentes. Nestas planícies coexistem solos hidromórficos e não-hidromórficos, ocupando feições geomórficas com diferentes altimetrias dentro da mesma planície. Nas planícies mais rebaixadas, especificamente sobre os solos hidromórficos, são observadas espécies com modificações anatômicas e morfológicas, tais como hipertrofia lenticelar, aerênquima e raízes adventícias, adaptações que lhes permitem maior tempo de sobrevivência à saturação hídrica. Em feições geomórficas mais soerguidas, sobre solos não-hidromórficos, é encontrado um menor número de espécies adaptadas às enchentes, resultando, assim, em um mosaico fitofisionômico característico das florestas em planícies fluviais. Assim sendo, depreende-se que, a despeito do clima ser o grande motivador para alterações na diversidade florística e estrutural, relevo e solo também determinam estas modificações.

Sob o ponto de vista funcional, as florestas fluviais apresentam uma série de atribuições que variam em tipo e intensidade, em coerência com a paisagem onde estão inseridas e ecossistemas com que interagem. Independente de sua posição, se em encosta ou em planície, determinam a proteção de recursos hídricos, regularizando os fluxos de água, sedimentos e nutrientes, contribuem para estabilidade térmica, sobretudo, de pequenos cursos d´água, além de entre outras funções, concretizar corredores ecológicos, garantindo a dinâmica da pluralidade biológica. Fato interessante é o de que, independentemente da menor riqueza arbórea das florestas fluviais de planície sujeitas ao alagamento, esta fitotipia contem maior diversidade epifítica (plantas que usam árvores como suporte) em função da maior luminosidade e umidade existentes nestes ambientes, compensando, de certa forma, a simplificação arbórea. Analogamente, esta maior riqueza em epífitas também é observada em ambientes fluviais inseridos em encostas íngremes.

Por conta das inúmeras funções, em paisagens onde não estão mais presentes, ou mesmo quando se encontram ralas e fragmentadas, as florestas fluviais devem ser recuperadas a fim de reconstituir um dos pilares da evolução da biodiversidade. Sua restauração deve ser feita com espécies nativas e, sempre que possível, com elevado número de espécies, respeitando as características adaptativas destas. Assim, nas ações destinadas à recuperação das florestas fluviais de planícies, entre tantos outros encontrados na literatura, deve-se observar alguns quesitos, tais como: em superfícies de degradação implantar espécies arbóreas de pequeno porte com sistema radicular profundo com a finalidade de promover maior estabilidade aos diques marginais; usar espécies com rápidas reações morfoanatômicas, o que lhes permite um maior tempo de sobrevivência, bem como as capacita a diminuir a velocidade do caudal, minimizando o potencial erosivo fluvial. Deve-se atentar ainda para, em superfícies de agradação, utilizar espécies que possuam estratégias adaptativas como a mergulhia, o que lhes possibilita funcionar como um retentor de sedimentos, além de promover maior estabilidade aos depósitos de sedimentos em pontas-de-barras. Sobretudo, deve-se considerar como as espécies são adaptadas aos diferentes regimes hídricos de solos (não-saturados e saturados), o que definirá sua sobrevivência nos períodos de enchente, justificando tempo, recurso e mão-de-obra empregados pelo produtor.

Para as florestas de encostas, deve-se procurar compensar as suas larguras e densidades de indivíduos considerando o declive da rampa de forma interativa à profundidade e a textura dos solos. Assim, como exemplo, rampas muito íngremes, conjugadas a solos rasos e arenosos devem conter larguras e densidades mais elevadas do que em encostas menos declivosas, com solos profundos e argilosos. Outro quesito importante é a possibilidade do uso de espécies arbóreas que possuam sistema radicular superficial vigoroso, tipo sapopema, o qual aumenta a rugosidade da superfície, diminuindo o transporte de água, sedimentos e íons pelas enxurradas em direção ao rio.

Em função das suas características, sobretudo em razão das suas funcionalidades ecológicas, as florestas fluviais assumem extrema importância, tanto no contexto ambiental como social. Reconhecidas pela sociedade, foram incorporadas ao Código Florestal Brasileiro, passando a constituir uma forte noção patrimonial atribuída pelo Direito, na forma de Áreas de Preservação Permanente - APPs. No entanto, a despeito da legalidade jurídica, é importante o reconhecimento da importância desta fitotipia por parte da sociedade e que este seja convertido em ações sólidas na preservação e/ou recuperação destas formações.